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REGULAMENTAÇÃO PARA MOTORISTAS DE APP

 O PLP 12/2025/6 propõe uma mudança estrutural na forma como motoristas de aplicativos, como a Uber, atuam no Brasil. Em 2026, o debate foca em equilibrar a flexibilidade do trabalho digital com a necessidade de proteção social.


Abaixo, apresentamos uma comparação detalhada entre o cenário atual e as mudanças previstas pelo projeto.




📊 Tabela Comparativa: Antes vs. Depois da PLP 12

AspectoCenário Atual (Sem PLP 12)Com PLP 12 (Proposta)
Vínculo JurídicoInsegurança jurídica; decisões judiciais variam entre autônomo e CLT.Trabalhador autônomo por plataforma (categoria específica sem CLT).
Renda MínimaNão existe piso garantido; ganhos dependem apenas da oferta/demanda.R$ 32,10 por hora trabalhada (tempo em corrida).
AutonomiaTotal (em teoria), mas sujeita a punições algorítmicas opacas.Preservada, com regras claras sobre transparência e suspensões.
Previdência (INSS)Opcional (MEI ou Facultativo).Obrigatória: 7,5% do motorista e 20% da empresa.
JornadaSem limite legal.Limite máximo de 12 horas por dia em uma mesma plataforma.


💡 Análise dos Impactos Principais



1. Renda e Remuneração

No cenário atual, a remuneração média é estimada em R$ 1,20 a R$ 1,40 por quilômetro. Com a PLP 12, institui-se um valor mínimo de R$ 32,10 por hora em viagem.


  • Exemplo Prático: Se um motorista completar 4 horas de corridas efetivas no dia, ele tem a garantia de receber ao menos R$ 128,40, independente da distância. Desse valor, cerca de R$ 8,03/hora são considerados lucro e R$ 24,07/hora são cobertura de custos (combustível, manutenção).




2. Autonomia vs. Controle

Uma das maiores preocupações é se a regulação tiraria a liberdade de horários. O projeto reforça que o motorista pode escolher quando ligar o app e para quais empresas trabalhar. No entanto, críticos apontam que o controle algorítmico e a jornada máxima de 12 horas podem criar novas pressões sobre o trabalhador.



3. Impostos e Previdência

Atualmente, muitos motoristas não contribuem para o INSS, ficando desamparados em caso de acidentes.

  • Antes: Contribuição via MEI (valor fixo mensal de aproximadamente R$ 75).

  • Depois: Contribuição proporcional aos ganhos. Para cada R$ 100 ganhos, o motorista contribui com R$ 1,87 (7,5% de 25% da renda bruta) e a empresa com R$ 5,00 (20% de 25%). Isso garante acesso a auxílio-doença, aposentadoria e licença-maternidade.




4. Segurança Jurídica

Hoje, a Uber enfrenta milhares de processos pedindo vínculo de emprego. A aprovação da PLP 12 encerra essa disputa ao definir legalmente que o motorista é um autônomo, reduzindo custos judiciais para as empresas e trazendo previsibilidade de direitos para os motoristas.




Nota importante: A PLP 12/2024 aplica-se apenas ao transporte de passageiros em veículos de 4 rodas. Entregadores de iFood e mototaxistas não estão incluídos nesta proposta específica.


 

Gostaria de ver uma simulação detalhada de ganhos mensais considerando as novas alíquotas de impostos?

Para entender melhor os desafios políticos desta proposta, este vídeo explica as diferentes visões sobre a regulamentação dos aplicativos. Este conteúdo é relevante porque apresenta o debate na Câmara dos Deputados com argumentos de motoristas e parlamentares sobre o valor do quilômetro e a autonomia.





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